Vivências
A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a da mulher encerrada em si mesma, no absoluto de si mesma...

30 Janeiro 2010

Ânsia de amar! oh ânsia de viver!


 

Uma hora só que seja, mas vivida


 

e satisfeita... e pode-se morrer


 

– porque se morre abençoando a vida!



 

Mas ess'hora suprema em que se vive


 

quanto possa sonhar-se de ventura


 

oh vida mentirosa, oh vida impura


 

esperei-a, esperei-a, e nunca a tive!



 

E quantos como eu a desejaram!


 

E quantos como eu nunca tiveram


 

uma hora de amor como a sonharam!



 

Em quantos olhos tristes tenho eu lido


 

O desespero dos que não viveram


 

Esse sonho de amor incompreendido!

 Manuel Laranjeira

publicado por RosaOliveira às 21:28

30 Janeiro 2010

 

 

publicado por RosaOliveira às 21:19

30 Janeiro 2010

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

 

de

publicado por RosaOliveira às 21:12

30 Janeiro 2010

A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,
o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.

O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Vinicius de moraes

publicado por RosaOliveira às 00:29

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