Vivências
A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a da mulher encerrada em si mesma, no absoluto de si mesma...

18 Janeiro 2010

Era um corpo que deambulava ao acaso,
Que vivia com medo todo o dia.
Amostra de ser mal amada
Sem conhecer felicidade e alegria.

Uma mulher constantemente criticada
Que chorava apenas escondida,
Consciente que não valia nada,
E a imagem totalmente denegrida.

Escondia os hematomas como sabia.
Habituara-me há muito a mentir...
Vivia uma vida como nunca pensei,
Vivia a maior parte do tempo a fingir.

Esta mão? com os dedos trilhados e a doer,
É porque sou tão distraída...
Meti-a numa porta sem perceber
E agora está tão dolorida...

Tapava as nódoas negras com roupa
De Inverno, mesmo no Verão.
Apenas porque era meio louca
Passava a vida a cair ao chão.

A boca, assim cortada,
Foi apenas porque sorri...
Não sabia  estar calada?
Apanhei porque mereci.

Aquela nódoa negra no rosto?
Foi porque me maquilhei nesse dia.
Mas afinal, foi bem feito,
Porque parecia uma vadia.

O meu corpo estava tão cansado
Não aprendia a me comportar
Para viver bem com meu amado,
Que tudo fazia por me amar.

Farta dos meus erros e maldade
Subo até ao vigésimo andar?
Salto, enfim, para a liberdade?
E já sou feliz... a voar!

 

Não o fiz...

Por covardia?

Não.

Coragem, é viver e...

Hoje eu estou VIVA!


Vera Sousa Silva

A autoria é desta querida amiga que eu espero não ter realizado a última estrofe!

Eu apenas coloquei este poema no passado e lhe acrescentei... o final.

 

publicado por RosaOliveira às 23:09

17 Janeiro 2010

Complicado é ter de acordar sem ti...
Ter que correr tanto, pra nada?

Complicado é tentar sorrir
Quando na verdade se quer morrer a chorar

Complicado é ser feliz ... ou não o ser
Complicamos tudo

Seremos nós complicados?
Ou a vida já veio cheia de complicações?

Fácil seria dormir
O dia inteiro e emendar nele a  noite e...
Sem ver o sol, nem a chuva, nem nada
Ouvir música e comer

Não amar, não sonhar, não sofrer
Não esperar
Não ter, não dar
Não saber, não esperar
Sorrir depois, chorar agora? por tudo e por nada

Complicada é a noite que não vem logo
Para abrir a porta a um novo dia

E aos sonhos
Dói saber que os dias são sempre iguais

E... os sonhos ilusões
E isso nunca vai mudar

Parece que a  noite vem caindo de novo
E amanhã vai ser igual ao passado?

Meus olhos estão no mesmo lugar 

No lugar onde deixei o coração
Mas não consigo chorar hoje!
P'ra quê chorar?
Basta esperar

Por ti, por mim, por nós, por nada...

 

 

Maria rosa

 

publicado por RosaOliveira às 22:02

17 Janeiro 2010

"Quanto maior a confiança, maior a traição".

Luthor

 

"A primeira traição enfraque o amor, a segunda derruba-o".

Felipe Cordeiro

 

 

 

"Fiquei magoada, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te".

Friedrich Nietzsche

 

"Nenhum homem mrece uma confiança ilimitada - na melhor das hipóteses, a sua traição espera uma tentação suficiente".

Henry Mencken

 

"Existem dois tipos de traição: A que você comete contra alguém e a que você comete contra si mesmo".

Risa Kings

 

''A traição é uma saída para quem não sabe se entregar por inteiro''

Fernanda Ilario

 

"A traição é aquilo que nos transforma de uma forma irreversível... perdemos a capacidade de acreditar".

Maria Rosa

 

"No adultério há pelo menos três pessoas que se enganam".

Carlos Drummond de Andrade

 

publicado por RosaOliveira às 00:39

13 Janeiro 2010

Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.
E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!

Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!

 

 

 

 Florbela Espanca

 

publicado por RosaOliveira às 00:59

13 Janeiro 2010

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-o e por vezes ele também me amou.
Em noites como esta tive-o em meus braços.
Beijei-o tantas vezes sob o céu infinito.

Ele amou-me, por vezes eu também o amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não o tenho. Sentir que já o perdi.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ele.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-lo.
A noite está estrelada e ele não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-lo perdido.
Como para chegá-lo a mim o meu olhar procura-o.
O meu coração procura-o, ele não está comigo.

A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não o amo, é verdade, mas tanto que o amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.

De outra. Será de outra. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não o amo, é verdade, mas talvez o ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.

Porque em noites como esta tive-o em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-lo perdido.
Embora seja a última dor que ele me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.

 

Pablo Neruda

 

publicado por RosaOliveira às 00:45

09 Janeiro 2010

 Presente de Natal Alentejano:

Estouuuu... é da polícia?
- É sim, em que posso ajudá-lo?
- Queria fazer quexa do mê vizinho Maneli.
Ele esconde droga dentro dos troncos da madeira para a larera.
- Tomámos nota. Muito obrigado por nos ter avisado.
No dia seguinte os agentes da polícia estavam em casa do Manel.
Procuraram o sítio onde ele guardava a lenha, e usando machados abriram ao meio todos os toros que lá havia, mas não encontraram droga nenhuma. Praguejaram e foram-se embora. Logo de seguida toca o telefone em casa do Manel.
-Oh  Maneli, já aí foram os tipos da polícia?
- Já.
- E racharam-te a lenha toda?
- Sim
- Então feliz natal, amigo! Esse foi o mê presente deste ano!  

 

 

publicado por RosaOliveira às 19:20

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